EDIFÍCIO DA GRAMOSA

Contrariar a vontade local e a política nacional querendo reabilitar e renovar a casa do Barão da Gramosa num edifício de habitação e não num espaço cultural, foi difícil.
Apesar da preocupante terciarização dos centros urbanos e do estado de degradação em que se encontrava o edifício, foi preciso insistir três longos anos para conseguir… um primeiro parecer favorável!
Imagens do Minho oitocentista ajudaram a reconstruir as coberturas.
No exterior, restauraram-se as fachadas, demoliu-se e reconstruiu-se a fachada traseira de feição abrasileirada.
No interior, preservaram-se o arranque da escadaria e a porta monumental com ressaibos barrocos que estabelecia a ligação entre o vestíbulo e a casa.
Nas traseiras, no quintal, a extensão de um volume unitário ligado por uma galeria envidraçada e conservando o alinhamento da rua, viu-se, infelizmente e contra a nossa vontade, recortada com degraus.
Quatro habitações, duas lojas e estacionamento subterrâneo conseguiram-se integrar na operação.